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sábado, 28 de setembro de 2013

Soja, de novo?

Quando me tornei vegetariano imediatamente me apeguei a soja, foi quase um amor platônico por um grão. Infelizmente passei muito tempo, como eu falava para meus amigos “comendo isopor”. Até que um dia conheci o pessoal do Loving Hut, uma galera bacana que estava abrindo um restaurante em Goiânia e que estavam com a proposta de ajudar as pessoas com pouca prática na cozinha. Bingo! Era o que eu precisava, sempre gostei de cozinhar, mas a bendita da soja ainda era um grande problema pra mim. O tempo foi passando a amizade foi rendendo boas parcerias e no fim aprendi a fazer a soja de forma que não ficasse um isopor quente e que em breve colocarei aqui um texto explicando algumas maneiras de fazer, todas já testadas e cada para uma finalidade, até lá, vamos ao dilema do uso diário da soja. Em poucas palavras: enjoa e dá trabalho, soja todo dia é complicado e ao longo das experiências na cozinha e cursos com diversos professores fantásticos comecei a arriscar, e agora vou deixar algumas dicas de como “substituir” a soja de forma que não ira fazer falta e ficará tão ou mais gostoso.
Abobrinha abobrinha Esta maravilha além de ser barata é fácil de encontrar e de preparar, e por si só já serve como prato principal ou acompanhamento. Abaixo coloquei foto de alguns pratos que já fiz utilizando abobrinha: 
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Gateau de abobrinha, berinjela e tofu marinado
Ratatouille
Brócolis
Brócolis
Eu, gosto muito de usar o brócolis em tudo, é gostoso, barato, e fica ótimo utilizar o talo em feijoadas além de que se bem picado serve até de recheio para salgados. Abaixo dois salgados que fiz utilizando o brócolis:
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Empadão Goiâno
Rolinho primavera

Abóbora Moranga
Abobora moranga
Pra mim uma das mais gostosas opções na hora de substituir a soja, além de que a abóbora moranga também serve para fazer diversos pratos “requintados”:
Nhoque de abóbora com rúcula e brócolis IMG_2228
Nhoque de abóbora com rúcula e brócolis
Bobó de soja na abóbora moranga
Bom esses são alguns dos “substitutos” que gosto de usar para variar o uso da soja e também para testar receitas. Em breve todas as receitas dos pratos mostrados acima estarão disponíveis aqui e mais dicas também.

Espero que tenha ajudado. Abraços!.





sábado, 24 de março de 2012

Política Pública de Saúde do CCZ Goiânia

Por Fabíola Ribeiro Duarte 
           
Política Pública de Saúde – Centro de Controle de Zoonoses

O que é Zoonoses?
“Zoonoses são doenças de animais transmissíveis ao homem, bem como aquelas transmitidas do homem para os animais. Os agentes que desencadeiam essas afecções podem ser microorganismos diversos, como bactérias, fungos, vírus, helmintos e rickettsias.” (Wikipédia – A enciclopédia livre)1

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é uma política pública de saúde que visa proteger a população das doenças que são transmitidas pelos animais domésticos perambulantes nas ruas. É um caso de saúde pública, pois se tornam foco e transmissores de diversas doenças, incluindo “raiva, lehismaniose,febre amarela, brucelose, febre maculosa, toxoplasmose, leptospirose,  Larva Migrans Cutânea e Visceral, tuberculose e Influenza Aviária.” 2

A Organização Mundial de Saúde recomenda como medida de saúde pública a castração de animais de rua como medida de controle e prevenção de doenças. A justificativa a este orientação é que a castração em massa de animais, faz com que a médio e longo prazo estes animais diminuam, facilitando assim seu controle.

- CCZ de Goiânia: Um recorte

Em visita ao CCZ conversei com o diretor Geraldo Rosa, perguntei sobre leis e práticas adotadas na cidade.
O mesmo me explicou dentre outras coisas, que não estão fazendo mais captura de animais de forma aleatória, como se fazia antes em Goiânia e entorno, agora a carrocinha (assim chamado o veículo de captura de animais) só sai às ruas quando são acionados.  O mesmo disse que é muito comum além de serem acionados para capturar animais doentes, também para recolher crias indesejáveis de animais que possuem um responsável e quando o animal está velho.
O mesmo disse que foi lançada há alguns anos um projeto chamado “Posse Responsável” com o slogan “Quem ama seu animal, cuida!”, onde se distribuem uma cartilha com os dez mandamentos da posse responsável e informa que o Departamento de Controle de Zoonoses dispõe de animais para serem adotados. Essas cartilhas, segundo o diretor, são distribuídas em escolas e eventos do CCZ.
Indagado sobre o a recomendação da OMS de castração para solução do problema de animais errantes e conseqüentemente o controle das Zoonoses, o Dr. Geraldo Rosa nos disse que não é o principal eles tem apenas um projeto de quando terminar a reforma que está sendo realizado no CCZ, doar os animais já castrados. Porém não quis falar mais sobre isso.
Me acompanhou em uma visita ao local: os animais que estão para adoção, cães e gatos, os cachorros doentes que serão sacrificados em breve, a sala de eutanásia e a ala dos eqüinos.

- Outra Realidade:

Algumas cidades brasileiras já agem conforme a orientação da OMS quanto à castração.
Praia Grande/SP 3
Em Praia Grande, São Paulo o CCZ foi reformulado, desde que Dr. Ozório Gonçalves assumiu a diretoria do CCZ tudo mudou. Os animais recolhidos nas ruas são levados ao CCZ, e lá uma equipe cuida do animal, castra e disponibiliza a adoção. Além da castração de todos os animais que passam pelo CCZ, Dr. Ozório e sua equipe fazem mutirão em bairros mais pobres, lá improvisa qualquer sala vazia e monta seu “centro cirúrgico” fazendo a castração totalmente gratuita naquela região. Isso tudo Dr. Ozório conseguiu com o apoio das Organizações Não-Governamentais (ONG) de proteção animal locais, os voluntários das ONG’s ajudam nesses mutirões e tem voto nas decisões do CCZ. Em curto prazo houve diminuição de animais nas ruas até que hoje não se vê mais, há fila de pessoas interessadas em adotar animais domésticos da região. 
Conforme o Dr. Ozório há sugestões de baixo custo, como: organizar uma equipe de veterinários e ir aos bairros de periferia, onde se costuma encontrar mais animais errantes nas ruas, e conseguir uma sala ou casa em cada bairro, onde se fará castração em massa naquele local em dia previamente marcado.
        
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1  Fonte: Wikipédia – acessada dia 08 de novembro de 2011.
2 Informação retirada do site co CRMV, http://www.zoonoses.org.br/zoonoses  - acessado dia 08 de novembro de 2011.
3  Comunicação oral com Dr. Ozório Gonçalves Júnior, Diretor do Centro de Zoonoses de Praia Grande (SP), proferida em um evento organizado pela Associação Protetora e Amiga dos Animais (ASPAAN) no auditório do Oitis Hotel dia 20 de Dezembro de 2007.
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Ps.: Este é um resumo do trabalho feito para matéria de Políticas Sociais no Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás, ano 2011. As entrevistas citadas com o Diretor do CCZ, Geraldo Rosa, foram feitas em 2007 e 2008.

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Alguns esclarecimentos:

Este trabalho tem como premissa que a sociedade é especista. Tenho visto por anos de militância que o discurso baseado em ética e respeito aos animais tem sido em vão, as pessoas nem reconhecem que o especismo existe. Principalmente ao dialogar com governantes o que é levado em conta é a justificativa do que seria melhor para sociedade (humanos). Cachorro, gato, galinha, papagaio não votam. Mas protetores e o restante da sociedade sim.

O Centro de Controle de Zoonoses é um órgão da Secretaria de Saúde, por isso o discurso baseado no perigo das zoonoses para a população é de extrema importância. A castração entra como a melhor forma de solucionar o problema segundo a Organização Mundial de Saúde, visto que a eutanásia apenas protela o problema. Não deu tempo de mostrar neste trabalho, mas a castração também se torna bem menos onerosa para os cofres públicos a médio e longo prazo. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

COISAS QUE POSSUEM MENTE


por Luciano Carlos Cunha


Você já se perguntou o que faz com que alguém seja vendido?


É claro. Todos nós vivemos num mundo onde estamos rodeados o tempo todo por coisas que são vendidas. As coisas vendidas são chamadas mercadorias. Nascemos e vivemos tão acostumados com isso que talvez nunca tenhamos parado para pensar para que serve o conceito de mercadoria.

Bom. Para começar, uma mercadoria é um item de propriedade, e como tal, ela tem um dono, um proprietário. Mas, vamos lembrar de onde iniciamos a questão: “o que faz com que alguém seja vendido?”. Uma mercadoria só é vendida por um preço, um valor. E uma mercadoria só é mercadoria por ter um valor que está fora dela. Os outros dão esse valor. Dependendo do quanto a mercadoria favoreça aos interesses do seu proprietário, ela será mais ou menos valorizada. Por definição, um item de propriedade é algo que só tem valor instrumental, condicional, extrínseco. É por isso também que uma mercadoria é chamada uma coisa. Compreendemos bem quando dizemos isso de um relógio ou de uma laranja. Nem um relógio nem uma laranja conseguem ver valor em sua própria existência, porque falta-lhes uma mente. Assim, os donos de relógios e laranjas podem fazer o que bem entenderem com seus itens de propriedade (vender, dar, trocar e até mesmo destruir), pois esses itens não podem sofrer um mal1. 

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Por que não vão defender as crianças com fome?"




RESPOSTA À PERGUNTA DE ALGUMAS PESSOAS

por Francisco José Papi




"Por que não vão defender as crianças com fome?"

Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo tão didático quanto a anterior.

Primeiro: com esse fraseado você admite que existem dois tipos de pessoas no mundo, as Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam. Além disso, admite também que você faz parte das Pessoas Que Não Ajudam; afinal, do contrário, você diria algo do tipo "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou  Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não,obrigada, vou defender as crianças com fome". Então você se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda. Ora, é curioso que você, Pessoa Que Não Ajuda, não faça nenhum esforço para ajudar, mas sim para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam para onde você quer que elas vão. É bastante interessante; se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas você se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao  seu redor. Você é uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das pessoas Que Ajudam. O nome disso é "prepotência".

domingo, 24 de julho de 2011

A leishmaniose e seus sintomas


A leishmaniose se manifesta em dois tipos: visceral e tegumentar americana — este último tipo, registrado com mais frequência no Nordeste.

A Médica Veterinária Micheline Pimentel voluntária da AMADA, explica que a leishmaniose é causada pelo protozoário leishmania.

O protozoário é encontrado em roedores, como ratos silvestres, gambás, bichos-preguiça.

O homem é infectado acidentalmente através da picada da fêmea de um mosquito conhecido como mosquito-birigui ou mosquito-palha — o mosquito pica o animal infectado e depois o homem, transmitindo o protozoário. “Não é uma doença que se transmite pelo contato, apenas pela picada do mosquito”, salienta Micheline Pimentel.

A leishmaniose tem sua ocorrência geralmente em áreas de desmatamento, na zona rural ou próximo de bairros em expansão. Com a expansão urbana e o desmatamento, outros animais passaram a apresentar a presença do protozoário, como o cachorro e o cavalo. “Na cidade, a leishmaniose aparece em áreas com acúmulo de lixo, com muitos ratos”, diz a veterinária.


Sintomas — A leishmaniose pode ser identificada por uma ferida característica que se forma no local onde o mosquito pica — geralmente em áreas “descobertas” da pele, onde não há roupa. Após a picada, surge uma bolinha vermelha que evolui para a ferida e forma uma lesão na pele. “Em geral, a ferida não dói nem coça”, diz a veterinária.

domingo, 13 de julho de 2008

Experimentação Animal - Por que médicos antivivisseccionistas?





Resposta à declaração do Dr. Heitor Rosa sobre a necessidade do uso de animais para o avanço da ciência, presente no link: http://libertacaoanimalbrasil.blogspot.com/2008/07/por-que-os-animais-so-necessrios-cincia.html

VIVISSECÇÃO
Experimentação Animal - Por que médicos antivivisseccionistas?

O que preocupa os vivissecionistas? Alguns acontecimentos que anunciam para eles um futuro de decadência e, para nós, a ascensão rumo a uma nova cultura que revolucionará a medicina, seja no plano científico, seja no plano pragmático.

Não estamos fazendo alusão às ações violentas como as das A.L.F. (Animal Liberation Front) que escolheu a via de libertar as vítimas e de devastar os laboratórios de pesquisa. Essas ações não somente são condenáveis, como também não têm utilidade, porque a violência não é o melhor advogado da verdade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Peixes



Muitos peixes possuem uma longa vida natural, um sistema nervoso complexo e são capazes de aprender tarefas não triviais. O livro-texto de Guyton & Hall "Textbook of Medical Physiology" (Compêndio de Fisiologia Médica) de 1996, declara que "as regiões inferiores do cérebro [que todos os vertebrados possuem] parecem ser importantes na percepção dos tipos de dor e sofrimento porque mesmo tendo seus cérebros cortados acima do mesencéfalo para bloquear todos os sinais de dor que atingiriam o cérebro superior, esses animais ainda demonstram inegáveis evidências de sofrimento quando qualquer parte do corpo é traumatizada".
A cada ano, aproximadamente 80.000 golfinhos e milhares de outros animais marinhos são aprisionados nas redes de pesca comercial no mundo inteiro. A maioria morre. A pesca industrial esgota as cadeias alimentares marinhas, danificando seriamente os ecossistemas oceânicos.
Os peixes morrem por asfixia, ou descompressão.